Greetings!
Voltando ao final da década de 70, notavam-se alterações nos assuntos das letras do Springsteen, depois de toda a raiva contida demonstrada no "Darkness...". Parece que uma nova fase na vida e na música dele começou com o "The River", onde escrevia sobre assuntos e situações que lhe diziam directamente respeito, mas também tentava retratar emoções ou possíveis situações que lhe poderiam acontecer a ele. Mais uma vez, uma canção sobre perda, mas uma perda que não aconteceu na realidade, mas sobre a qual a personagem da canção se apercebeu que era algo possível e isso era o suficiente para lhe tirar o sono durante a noite. Infelizmente, uma canção que no nosso país é a imagem das tragédias que todos os anos acontecem nas estradas Portuguesas...
"Wreck On The Highway" (1980)
Desastre Na Auto-Estrada
Ontem à noite eu estava a conduzir
Vinha para casa ao fim do dia de trabalho
Eu viajava sozinho através dos chuviscos
Numa desertificada extensão de estrada de duas faixas no condado
Quando me deparei com um desastre na auto-estrada
Havia sangue e vidro por toda a parte
E não estava ali ninguém a não ser eu
Enquanto a chuva desabava forte e fria
Vi um rapaz deitado ao lado da estrada
Ele gritou "Senhor, não me pode ajudar, por favor?"
Finalmente, uma ambulância veio e levou-o para o hospital de Riverside
Eu observei enquanto o levavam embora
E pensei numa namorada ou numa jovem esposa
E um agente a bater à porta no meio da noite
Para dizer que o teu amor morreu num desastre na auto-estrada
Por vezes fico sentado na escuridão
E observo a minha querida enquanto ela dorme
Então subo para a cama e abraço-a com força
Fico apenas ali acordado no meio da noite
A pensar no desastre na auto-estrada
Bruce Springsteen, o poeta urbano, o contador de historias, o escritor. As suas letras vao andar por aqui. Em Portugues.
20.5.04
5.5.04
Greetings!
A procura e a estrada foram sempre pontos centrais na escrita do Springsteen, sobretudo no início da sua carreira. Há uma canção q sempre me despertou curiosidade, pelos diversos sentidos q parece ter. O narrador da história de "Iceman" parece alguém completamente destroçado ao ponto de afirmar q já nasceu morto. Mas mesmo assim, prossegue a sua procura, porque é a procura que lhe permite viver. Uma letra perturbante numa canção genialmente sombria do início da carreira e q podemos encontrar no disco 1 de "Tracks"
"Iceman" (1977)
Homem-gelo
Cidade adormecida não tem a coragem para se mexer
Querida, este vazio já foi julgado
Eu quero sair esta noite, quero saber aquilo que tenho
Tu és uma parte estranha de mim, tu és a rapariga de um pregador
E eu não quero qualquer parte deste mundo mecânico
Tenho os meus braços bem abertos e o meu sangue corre quente
Tomaremos a estrada da meia-noite directamente para a porta do diabo
E nem mesmo os anjos brancos do Éden com as suas espadas flamejantes
Nos poderão impedir de atingir a cidade neste velho e sujo Ford
Bem, não é preciso ter coragem quando tu não tens nada para guardar
Eu tenho uma lápide nos meus olhos e estou a correr mesmo no duro
A minha querida era uma amante e o mundo acabou com ela
Uma vez tentaram roubar o meu coração, arrancá-lo à força da minha cabeça
Bem querida, eles não sabiam que eu já nasci morto
Eu sou o homem-gelo, a lutar pelo direito a viver
Eu digo que melhor do que as gloriosas estradas do Céu
Melhor ainda do que viajar na poeira pelos limites do inferno
Melhor do que a linha brilhante da auto-estrada
Melhor do que as sombras da igreja do teu pai
Melhor do que a espera
Querida, melhor ainda é a procura
A procura e a estrada foram sempre pontos centrais na escrita do Springsteen, sobretudo no início da sua carreira. Há uma canção q sempre me despertou curiosidade, pelos diversos sentidos q parece ter. O narrador da história de "Iceman" parece alguém completamente destroçado ao ponto de afirmar q já nasceu morto. Mas mesmo assim, prossegue a sua procura, porque é a procura que lhe permite viver. Uma letra perturbante numa canção genialmente sombria do início da carreira e q podemos encontrar no disco 1 de "Tracks"
"Iceman" (1977)
Homem-gelo
Cidade adormecida não tem a coragem para se mexer
Querida, este vazio já foi julgado
Eu quero sair esta noite, quero saber aquilo que tenho
Tu és uma parte estranha de mim, tu és a rapariga de um pregador
E eu não quero qualquer parte deste mundo mecânico
Tenho os meus braços bem abertos e o meu sangue corre quente
Tomaremos a estrada da meia-noite directamente para a porta do diabo
E nem mesmo os anjos brancos do Éden com as suas espadas flamejantes
Nos poderão impedir de atingir a cidade neste velho e sujo Ford
Bem, não é preciso ter coragem quando tu não tens nada para guardar
Eu tenho uma lápide nos meus olhos e estou a correr mesmo no duro
A minha querida era uma amante e o mundo acabou com ela
Uma vez tentaram roubar o meu coração, arrancá-lo à força da minha cabeça
Bem querida, eles não sabiam que eu já nasci morto
Eu sou o homem-gelo, a lutar pelo direito a viver
Eu digo que melhor do que as gloriosas estradas do Céu
Melhor ainda do que viajar na poeira pelos limites do inferno
Melhor do que a linha brilhante da auto-estrada
Melhor do que as sombras da igreja do teu pai
Melhor do que a espera
Querida, melhor ainda é a procura
18.4.04
Greetings!
Depois da reprimenda do Lourenço por mais uma longa paragem deste blog, eis que volto à carga com algo que servirá, de alguma forma, para o compensar. "Born In The U.S.A." é o responsável por 99% dos casos de Brucemania que assolam a nossa mailing list, e foi o album que projectou Springsteen à escala planetária. Um album que, embora na minha opinião não seja dos seus melhores trabalhos, constituiu o maior sucesso comercial de sempre da carreira de Springsteen, com 7 singles retirados dele e uma série destes a chegar ao 1o. lugar de vários tops, onde "Dancing In The Dark", o primeiro dos singles, ocupa lugar de destaque. Em "The River", já se notava uma aproximação a um som mais comercial, mas o magnífico "Nebraska" de 1982 veio mostrar o lado sombrio, quiçá o mais honesto e verdadeiro, do universo Springsteen. Mas o homem tem o condão de transformar a noite em dia, e algumas canções que foram escritas para o "Nebraska" e que acabaram por não ser incluídas nele, foram aproveitadas para o disco seguinte, "Born In The U.S.A.". Só mesmo o Springsteen pode gravar a mesma canção para dois albums tão diferentes e, no entanto, fazer parecer que estão no sítio certo. Uma dessas canções foi aquela que deu o nome ao album. Mas o original, gravado nas sessões do "Nebraska" e que está na caixa "Tracks", é, para mim, a melhor de todas e aquela que melhor exprime o seu sentico. E para que, de uma vez por todas, ninguém pense que "Born In The U.S.A." é um hino ao patriotismo bacoco, aqui está a letra, em Português...
"Born In The U.S.A." (1981)
Nascido nos E.U.A.
Nascido numa cidade de homens mortos
O primeiro pontapé que apanhei foi quando caí ao chão
Acabar como um cão que foi espancado demasiadas vezes
Até que acabas por gastar metade da tua vida apenas a encobrir
Nascido nos E.U.A., Eu nasci nos E.U.A.
Eu nasci nos E.U.A., Nascido nos E.U.A.
Meti-me num aperto na minha pequena terra natal
Por isso eles puseram uma arma na minha mão
Mandaram-me para uma terra estrangeira
Para ir matar os homens amarelos
Nascido nos E.U.A., Eu nasci nos E.U.A.
Eu nasci nos E.U.A., Nascido nos E.U.A.
Voltei para casa, para a refinaria
O capataz disse "Filho, se dependesse de mim..."
Fui ter com o homem da Associação de Veteranos
Ele disse "Filho, será que não percebes..."
Eu tinha um irmão em Khe Sahn
A lutar contra os Vietcong
Eles ainda lá estão, ele já cá não está
Ele tinha uma mulher que amava em Saigão
Tenho uma fotografia dele nos seus braços
Lá na sombra da penitenciária
Perto dos gases dos fogos da refinaria
Estou dez anos a queimar-me na estrada
Nenhum sítio para fugir, não tenho nenhum sítio para ir
Nascido nos E.U.A., Eu nasci nos E.U.A.
Nascido nos E.U.A., Sou um pai que há muito se foi nos E.U.A.
Nascido nos E.U.A., Nascido nos E.U.A.
Nascido nos E.U.A., Sou um pai que há muito se foi nos E.U.A.
Depois da reprimenda do Lourenço por mais uma longa paragem deste blog, eis que volto à carga com algo que servirá, de alguma forma, para o compensar. "Born In The U.S.A." é o responsável por 99% dos casos de Brucemania que assolam a nossa mailing list, e foi o album que projectou Springsteen à escala planetária. Um album que, embora na minha opinião não seja dos seus melhores trabalhos, constituiu o maior sucesso comercial de sempre da carreira de Springsteen, com 7 singles retirados dele e uma série destes a chegar ao 1o. lugar de vários tops, onde "Dancing In The Dark", o primeiro dos singles, ocupa lugar de destaque. Em "The River", já se notava uma aproximação a um som mais comercial, mas o magnífico "Nebraska" de 1982 veio mostrar o lado sombrio, quiçá o mais honesto e verdadeiro, do universo Springsteen. Mas o homem tem o condão de transformar a noite em dia, e algumas canções que foram escritas para o "Nebraska" e que acabaram por não ser incluídas nele, foram aproveitadas para o disco seguinte, "Born In The U.S.A.". Só mesmo o Springsteen pode gravar a mesma canção para dois albums tão diferentes e, no entanto, fazer parecer que estão no sítio certo. Uma dessas canções foi aquela que deu o nome ao album. Mas o original, gravado nas sessões do "Nebraska" e que está na caixa "Tracks", é, para mim, a melhor de todas e aquela que melhor exprime o seu sentico. E para que, de uma vez por todas, ninguém pense que "Born In The U.S.A." é um hino ao patriotismo bacoco, aqui está a letra, em Português...
"Born In The U.S.A." (1981)
Nascido nos E.U.A.
Nascido numa cidade de homens mortos
O primeiro pontapé que apanhei foi quando caí ao chão
Acabar como um cão que foi espancado demasiadas vezes
Até que acabas por gastar metade da tua vida apenas a encobrir
Nascido nos E.U.A., Eu nasci nos E.U.A.
Eu nasci nos E.U.A., Nascido nos E.U.A.
Meti-me num aperto na minha pequena terra natal
Por isso eles puseram uma arma na minha mão
Mandaram-me para uma terra estrangeira
Para ir matar os homens amarelos
Nascido nos E.U.A., Eu nasci nos E.U.A.
Eu nasci nos E.U.A., Nascido nos E.U.A.
Voltei para casa, para a refinaria
O capataz disse "Filho, se dependesse de mim..."
Fui ter com o homem da Associação de Veteranos
Ele disse "Filho, será que não percebes..."
Eu tinha um irmão em Khe Sahn
A lutar contra os Vietcong
Eles ainda lá estão, ele já cá não está
Ele tinha uma mulher que amava em Saigão
Tenho uma fotografia dele nos seus braços
Lá na sombra da penitenciária
Perto dos gases dos fogos da refinaria
Estou dez anos a queimar-me na estrada
Nenhum sítio para fugir, não tenho nenhum sítio para ir
Nascido nos E.U.A., Eu nasci nos E.U.A.
Nascido nos E.U.A., Sou um pai que há muito se foi nos E.U.A.
Nascido nos E.U.A., Nascido nos E.U.A.
Nascido nos E.U.A., Sou um pai que há muito se foi nos E.U.A.
16.3.04
Greetings!
Mais uma longa ausência deste blog pelos mesmos motivos de sempre somados ao bom motivo de ter estado de férias! Uma das minhas canções preferidas do "The Rising" é também aquela q é a excepção quando eu esperava q fosse a regra desse album, depois de saber q seria produzido pelo Brendan O'Brien. Ou seja, depois das colaborações desse senhor com os Pearl Jam e Soundgarden, entre outros, esperava um som forte e um rock cru em "The Rising", mas há apenas uma canção destas em todo o album, e é uma grande canção, aqui, ou mais à frente, lá na estrada...
"Further On (Up The Road)" (2002)
"Mais à frente (lá na estrada)"
Onde a estrada é escura
E a semente é semeada
Onde a arma está destravada
E a bala está fria
Onde as milhas estão marcadas a sangue e ouro
Encontrar-me-ei contigo mais à frente, lá na estrada
Peguei no meu fato de homem morto
E no meu anel da caveira sorridente
As minhas botas de cemitério da sorte
E uma canção para cantar
Tenho uma canção para cantar
Para me manter longe do frio
E encontrar-me-ei contigo mais à frente, lá na estrada
Mais à frente, lá na estrada
Mais à frente, lá na estrada
Onde o caminho é escuro
E a noite é fria
Numa manhã de sol,
Levantar-nos-emos, eu sei
E encontrar-me-ei contigo mais à frente, lá na estrada
Eu estive lá fora no deserto
Apenas a cumprir a minha pena
Procurando através da poeira
À procura de um sinal
Se há uma luz lá mais à frente,
Bem, irmão, eu não sei
Mas tenho esta febre,
A arder na minha alma
Por isso peguemos nos bons tempos enquanto eles passam
E encontrar-me-ei contigo mais à frente, lá na estrada
Mais à frente, lá na estrada
Mais à frente, lá na estrada
Mais à frente, lá na estrada
Mais à frente, lá na estrada
Numa manhã de sol,
Levantar-nos-emos, eu sei
E encontrar-me-ei contigo mais à frente, lá na estrada
Numa manhã de sol,
Levantar-nos-emos, eu sei
E encontrar-me-ei contigo mais à frente, lá na estrada
Mais uma longa ausência deste blog pelos mesmos motivos de sempre somados ao bom motivo de ter estado de férias! Uma das minhas canções preferidas do "The Rising" é também aquela q é a excepção quando eu esperava q fosse a regra desse album, depois de saber q seria produzido pelo Brendan O'Brien. Ou seja, depois das colaborações desse senhor com os Pearl Jam e Soundgarden, entre outros, esperava um som forte e um rock cru em "The Rising", mas há apenas uma canção destas em todo o album, e é uma grande canção, aqui, ou mais à frente, lá na estrada...
"Further On (Up The Road)" (2002)
"Mais à frente (lá na estrada)"
Onde a estrada é escura
E a semente é semeada
Onde a arma está destravada
E a bala está fria
Onde as milhas estão marcadas a sangue e ouro
Encontrar-me-ei contigo mais à frente, lá na estrada
Peguei no meu fato de homem morto
E no meu anel da caveira sorridente
As minhas botas de cemitério da sorte
E uma canção para cantar
Tenho uma canção para cantar
Para me manter longe do frio
E encontrar-me-ei contigo mais à frente, lá na estrada
Mais à frente, lá na estrada
Mais à frente, lá na estrada
Onde o caminho é escuro
E a noite é fria
Numa manhã de sol,
Levantar-nos-emos, eu sei
E encontrar-me-ei contigo mais à frente, lá na estrada
Eu estive lá fora no deserto
Apenas a cumprir a minha pena
Procurando através da poeira
À procura de um sinal
Se há uma luz lá mais à frente,
Bem, irmão, eu não sei
Mas tenho esta febre,
A arder na minha alma
Por isso peguemos nos bons tempos enquanto eles passam
E encontrar-me-ei contigo mais à frente, lá na estrada
Mais à frente, lá na estrada
Mais à frente, lá na estrada
Mais à frente, lá na estrada
Mais à frente, lá na estrada
Numa manhã de sol,
Levantar-nos-emos, eu sei
E encontrar-me-ei contigo mais à frente, lá na estrada
Numa manhã de sol,
Levantar-nos-emos, eu sei
E encontrar-me-ei contigo mais à frente, lá na estrada
16.2.04
Greetings!
Depois de uma pausa mais longa do que o habitual, mais uma vez motivada por motivos profissionais, eis que volto antes das minhas férias que terão início na próxima semana. Para o álbum "Born In The USA", Springsteen escreveu mais de uma centena de canções, o que significa que muito material dessa altura não chegou a ver a luz do dia ou apenas o fez com o lançamento do "Tracks" ou em lados B. Uma das muitas canções deste lote contém aquele que, para Max Weinberg, é um o verso mais bonito escrito pelo Springsteen. Se é o mais bonito, não sei, mas sei que este "This Hardland" tresanda a esperança, liberdade e fuga numa terra dura. O tal verso, o último, é ele próprio um hino à resistência humana. E nós cá continuamos: fortes, famintos e vivos, nesta terra dura.
"This Hardland"(1984)
Esta terra dura
Ei, senhor, pode dizer-me o que aconteceu às sementes que eu semeei?
Pode dar-me uma razão, senhor, para elas nunca terem crescido?
Elas apenas foram sopradas de cidade em cidade
Até estarem de volta a estes campos
Sim, onde caem da minha mão
De volta ao solo desta terra dura
Eu e a minha irmã, de Germantown, sim, nós viajámos
Fizemos a nossa cama a partir das rochas nas cavidades da montanha
Temos sido soprados de cidade em cidade
À procura de um lugar para assentar
Onde o Sol rompa por entre a nuvem
E caia como um círculo
Como um círculo de fogo neste terra dura
Agora, até a chuva não aparece
Não aparece por aqui nunca mais
E o único som à noite é o vento
Que faz bater a porta do alpendre de trás
Ele apenas te mexe como se te quisesse atirar ao chão com um sopro
Rodopiando e agitando a areia com força
Deixando todos aqueles espantalhos estendidos no chão
Estendidos no chão, na sujidade desta terra dura
De um edifício lá em cima na colina
Eu consigo ouvir um leitor de cassetes a estourar "Home on the Range"
Eu consigo ver aqueles helicópteros Bar-M
A varrer baixinho através das planícies
Sou eu e tu, Frank, estamos à procura de gado perdido
As doenças do gado, rodopiando e agitando a areia com força
Estamos a cavalgar no moinho de vento à procura de um tesouro perdido
Bem lá para Sul do Rio Grande
Estamos a cavalgar através desse rio, ao luar
Até às margens desta terra dura
Ei Frank, não queres fazer as tuas malas e encontrar-te comigo hoje à noite no Hall da Liberdade
Apenas um beijo teu, meu irmão, e caminharemos até cairmos
Dormiremos nos campos, dormiremos ao pé dos rios e na manhã faremos um plano
Bem, se não conseguires
Fica forte, fica faminto, fica vivo
Se conseguires
E encontra-me num sonho desta terra dura
Depois de uma pausa mais longa do que o habitual, mais uma vez motivada por motivos profissionais, eis que volto antes das minhas férias que terão início na próxima semana. Para o álbum "Born In The USA", Springsteen escreveu mais de uma centena de canções, o que significa que muito material dessa altura não chegou a ver a luz do dia ou apenas o fez com o lançamento do "Tracks" ou em lados B. Uma das muitas canções deste lote contém aquele que, para Max Weinberg, é um o verso mais bonito escrito pelo Springsteen. Se é o mais bonito, não sei, mas sei que este "This Hardland" tresanda a esperança, liberdade e fuga numa terra dura. O tal verso, o último, é ele próprio um hino à resistência humana. E nós cá continuamos: fortes, famintos e vivos, nesta terra dura.
"This Hardland"(1984)
Esta terra dura
Ei, senhor, pode dizer-me o que aconteceu às sementes que eu semeei?
Pode dar-me uma razão, senhor, para elas nunca terem crescido?
Elas apenas foram sopradas de cidade em cidade
Até estarem de volta a estes campos
Sim, onde caem da minha mão
De volta ao solo desta terra dura
Eu e a minha irmã, de Germantown, sim, nós viajámos
Fizemos a nossa cama a partir das rochas nas cavidades da montanha
Temos sido soprados de cidade em cidade
À procura de um lugar para assentar
Onde o Sol rompa por entre a nuvem
E caia como um círculo
Como um círculo de fogo neste terra dura
Agora, até a chuva não aparece
Não aparece por aqui nunca mais
E o único som à noite é o vento
Que faz bater a porta do alpendre de trás
Ele apenas te mexe como se te quisesse atirar ao chão com um sopro
Rodopiando e agitando a areia com força
Deixando todos aqueles espantalhos estendidos no chão
Estendidos no chão, na sujidade desta terra dura
De um edifício lá em cima na colina
Eu consigo ouvir um leitor de cassetes a estourar "Home on the Range"
Eu consigo ver aqueles helicópteros Bar-M
A varrer baixinho através das planícies
Sou eu e tu, Frank, estamos à procura de gado perdido
As doenças do gado, rodopiando e agitando a areia com força
Estamos a cavalgar no moinho de vento à procura de um tesouro perdido
Bem lá para Sul do Rio Grande
Estamos a cavalgar através desse rio, ao luar
Até às margens desta terra dura
Ei Frank, não queres fazer as tuas malas e encontrar-te comigo hoje à noite no Hall da Liberdade
Apenas um beijo teu, meu irmão, e caminharemos até cairmos
Dormiremos nos campos, dormiremos ao pé dos rios e na manhã faremos um plano
Bem, se não conseguires
Fica forte, fica faminto, fica vivo
Se conseguires
E encontra-me num sonho desta terra dura
20.1.04
Greetings!
Há uma música que sempre desejei ouvir ao vivo desde que pus as minhas mãos no concerto para o Main Point em 1974, o tal que foi transmitido na rádio. A versão desse concerto é absolutamente genial e assombradoramente bela. O início com o piano e o violino e "o Spanish Johnny a tentar vender corações às meninas difíceis da Rua Fácil" criaram uma atmosfera absolutamente fantástica neste concerto. E agora ele tocou-a outra vez nesta última digressão. E alguns dos fãs portugueses estiveram lá em Barcelona para ver e ouvir um Springsteen com 54 anos, sozinho no palco, sentado ao piano, com a mesma magia de 1974 a tocar o fantástico "Incident...". Ainda bem que o DVD nos deixa recordar esses momentos sempre que queremos. Uma das melhores canções de sempre...
"Incident On The 57th Street" (1972)
Incidente na 57a. rua
O Johnny Espanhol chegou ontem à noite do submundo
Com braços marcados e o ritmo quebrado e um velho Buick batido,
Mas vestido como dinamite
Ele tentou vender o seu coração às raparigas difíceis lá na Rua Fácil
Mas elas suspiraram, "Johnny, ele parte-se com tanta facilidade
e tu sabes que os corações hoje em dia são baratos..."
E os chulos giravam os seus machados e diziam, "Johnny, és um batoteiro!"
Bem, os chulos giravam os seus machados e diziam, "Johnny, és um mentiroso!"
E vinda das sombras surgiu a voz de uma jovem rapariga, que dizia,
"Johnny não chores..."
Jane Porto-Riquenha, oh, não me dizes qual é o teu nome?
Quero conduzir-te até ao outro lado da cidade
Onde o paraíso não está tão cheio e haverá acção em Shanty Lane esta noite
Todas as fadas com saltos altos dourados numa verdadeira luta-cabra
Puxam os seus 38 mm,
E dão um beijo de boas noites às suas meninas
Boa noite, está tudo bem, Jane
Agora deixa esses rapazes negros entrar para iluminar a chama da alma
Talvez a possamos encontrar na rua hoje à noite, querida,
Ou possamos caminhar até à luz do dia, talvez...
Tal como um Romeu cheio de estilo, ele fazia as suas investidas, oh, ela era tão bonita
Tal como uma Julieta atrasada, ela sabia que ele nunca seria verdadeiro,
Mas ela, na verdade, não se importava
Lá em cima a banda tocava e o cantor cantava qualquer coisa sobre voltar a casa
Ela murmurou, "Johnny Espanhol, tu podes deixar-me esta noite, mas só não me deixes sozinha."
E o Johnny suplicou, "Jane Porto-Riquenha, há o boato de que os polícias encontraram o filão."
Aqueles rapazes pé-descalços deixaram as suas casas para os bosques
Aqueles pequenos rapazes pé-descalços da rua disseram que as suas casas não eram boas
Eles deixaram as esquinas, atiraram fora as suas navalhas de ponta-e-mola
E deram uns aos outros um beijo de despedida
O Johnny estava sentado na escada de incêndio a observar os miúdos a brincar lá em baixo na rua
Ele chamou-os "Ei, pequenos heróis, o Verão é longo mas se calhar já não é tão doce por aqui"
Janey dorme dentro de lençóis ensopados de suor, Johnny senta-se sozinho e observa-a a sonhar, a sonhar,
E a sua irmã reza por almas perdidas e sucumbe na capela depois de todos terem ido embora
Jane chega-se para partilhar a sua almofada mas abre os olhos para ver o Johnny levantado e a vestir-se
Ela diz, "Esses jovens rapazes românticos, tudo o que querem fazer é andar à luta."
Esses jovens rapazes românticos, chamam através da janela:
"Eu, Johnny Espanhol, queres ganhar um pouco de dinheiro fácil esta noite?"
E o Johnny murmurou,
"Boa noite, está tudo certo Jane.
Encontrar-me-ei contigo amanhã à noite na Travessa dos Amantes
Talvez possamos encontrá-lo esta noite na rua, querida
Ou possamos caminhar até à luz do dia, talvez..."
Há uma música que sempre desejei ouvir ao vivo desde que pus as minhas mãos no concerto para o Main Point em 1974, o tal que foi transmitido na rádio. A versão desse concerto é absolutamente genial e assombradoramente bela. O início com o piano e o violino e "o Spanish Johnny a tentar vender corações às meninas difíceis da Rua Fácil" criaram uma atmosfera absolutamente fantástica neste concerto. E agora ele tocou-a outra vez nesta última digressão. E alguns dos fãs portugueses estiveram lá em Barcelona para ver e ouvir um Springsteen com 54 anos, sozinho no palco, sentado ao piano, com a mesma magia de 1974 a tocar o fantástico "Incident...". Ainda bem que o DVD nos deixa recordar esses momentos sempre que queremos. Uma das melhores canções de sempre...
"Incident On The 57th Street" (1972)
Incidente na 57a. rua
O Johnny Espanhol chegou ontem à noite do submundo
Com braços marcados e o ritmo quebrado e um velho Buick batido,
Mas vestido como dinamite
Ele tentou vender o seu coração às raparigas difíceis lá na Rua Fácil
Mas elas suspiraram, "Johnny, ele parte-se com tanta facilidade
e tu sabes que os corações hoje em dia são baratos..."
E os chulos giravam os seus machados e diziam, "Johnny, és um batoteiro!"
Bem, os chulos giravam os seus machados e diziam, "Johnny, és um mentiroso!"
E vinda das sombras surgiu a voz de uma jovem rapariga, que dizia,
"Johnny não chores..."
Jane Porto-Riquenha, oh, não me dizes qual é o teu nome?
Quero conduzir-te até ao outro lado da cidade
Onde o paraíso não está tão cheio e haverá acção em Shanty Lane esta noite
Todas as fadas com saltos altos dourados numa verdadeira luta-cabra
Puxam os seus 38 mm,
E dão um beijo de boas noites às suas meninas
Boa noite, está tudo bem, Jane
Agora deixa esses rapazes negros entrar para iluminar a chama da alma
Talvez a possamos encontrar na rua hoje à noite, querida,
Ou possamos caminhar até à luz do dia, talvez...
Tal como um Romeu cheio de estilo, ele fazia as suas investidas, oh, ela era tão bonita
Tal como uma Julieta atrasada, ela sabia que ele nunca seria verdadeiro,
Mas ela, na verdade, não se importava
Lá em cima a banda tocava e o cantor cantava qualquer coisa sobre voltar a casa
Ela murmurou, "Johnny Espanhol, tu podes deixar-me esta noite, mas só não me deixes sozinha."
E o Johnny suplicou, "Jane Porto-Riquenha, há o boato de que os polícias encontraram o filão."
Aqueles rapazes pé-descalços deixaram as suas casas para os bosques
Aqueles pequenos rapazes pé-descalços da rua disseram que as suas casas não eram boas
Eles deixaram as esquinas, atiraram fora as suas navalhas de ponta-e-mola
E deram uns aos outros um beijo de despedida
O Johnny estava sentado na escada de incêndio a observar os miúdos a brincar lá em baixo na rua
Ele chamou-os "Ei, pequenos heróis, o Verão é longo mas se calhar já não é tão doce por aqui"
Janey dorme dentro de lençóis ensopados de suor, Johnny senta-se sozinho e observa-a a sonhar, a sonhar,
E a sua irmã reza por almas perdidas e sucumbe na capela depois de todos terem ido embora
Jane chega-se para partilhar a sua almofada mas abre os olhos para ver o Johnny levantado e a vestir-se
Ela diz, "Esses jovens rapazes românticos, tudo o que querem fazer é andar à luta."
Esses jovens rapazes românticos, chamam através da janela:
"Eu, Johnny Espanhol, queres ganhar um pouco de dinheiro fácil esta noite?"
E o Johnny murmurou,
"Boa noite, está tudo certo Jane.
Encontrar-me-ei contigo amanhã à noite na Travessa dos Amantes
Talvez possamos encontrá-lo esta noite na rua, querida
Ou possamos caminhar até à luz do dia, talvez..."
12.1.04
Greetings!
Ano novo, atrasos velhos! Pois é, o tempo para escrever aqui no blog tem sido pouco, contrapondo ao trabalho que tem sido muito. Para começar o ano, escolhi uma canção de um dos meus albuns favoritos, o deliciosamente sombrio "Nebraska". A canção fala sobre um caso verídico que aconteceu sobre ilegalidades no jogo que levou à morte do tal "Chicken Man" de Filadélfia. Já não me recordo bem de toda a história, mas fica aqui esta grande canção contada do ponte de vista do pequeno criminoso que cada vez se afunda mais para pagar dívidas que não pode pagar com trabalho honesto. Tudo isto se passou em "Atlantic City"...
"Atlantic City" (1981)
Atlantic City
Bem, eles rebentaram com o "Chicken Man" em Filadélfia ontem à noite
Agora, eles rebentaram com a sua casa também
Lá na marginal eles estão a preparar-se para uma luta
Vamos ver o que aqueles rapazes da confusão conseguem fazer
AGora, há sarilhos a chegar de fora do estado
E o procurador não consegue ter descanso
Vai ser um estrondo lá no passeio
E a comissão de jogos está pendurada pela pele dos seus dentes
Bem, tudo morre, querida, isso é um facto
Mas talvez tudo o que morra, um dia volte
Põe a tua maquilhagem, arranja o teu cabelo bem bonito
E encontra-te comigo esta noite em Atlantic City
Bem, eu tinha um trabalho e tentei poupar o meu dinheiro
Mas eu tinha dívidas que nenhum homem honesto pode pagar
Por isso tirei o que tinha do Central Trust
E comprei-nos dois bilhetes naquele autocarro da Coast City
Bem, tudo morre, querida, isso é um facto
Mas talvez tudo o que morra, um dia volte
Põe a tua maquilhagem, arranja o teu cabelo bem bonito
E encontra-te comigo esta noite em Atlantic City
Agora a nossa sorte pode ter morrido e o nosso amor pode ser frio
Nas contigo para sempre ficarei
Vamos para onde a areia se está a tornar ouro
Veste as tuas meias, querida, porque a noite está a ficar fria
E talvez tudo morra, querida, isso é um facto
Mas talvez tudo o que morra, um dia volte
Agora, tenho procurado trabalho, mas está difícil encontrar
Por aqui são apenas vencedores e vencidos e não são apanhados no lado errado dessa linha
Bem, eu estou farto de aparecer na ponta perdedora
Por isso, querida, ontem à noite conheci este tipo e vou fazer-lhe um pequeno favor
Bem, acho que tudo morre, querida, isso é um facto
Mas talvez tudo o que morra, um dia volte
Põe a tua maquilhagem, arranja o teu cabelo bem bonito
E encontra-te comigo esta noite em Atlantic City
E encontra-te comigo esta noite em Atlantic City
E encontra-te comigo esta noite em Atlantic City
E encontra-te comigo esta noite em Atlantic City
Ano novo, atrasos velhos! Pois é, o tempo para escrever aqui no blog tem sido pouco, contrapondo ao trabalho que tem sido muito. Para começar o ano, escolhi uma canção de um dos meus albuns favoritos, o deliciosamente sombrio "Nebraska". A canção fala sobre um caso verídico que aconteceu sobre ilegalidades no jogo que levou à morte do tal "Chicken Man" de Filadélfia. Já não me recordo bem de toda a história, mas fica aqui esta grande canção contada do ponte de vista do pequeno criminoso que cada vez se afunda mais para pagar dívidas que não pode pagar com trabalho honesto. Tudo isto se passou em "Atlantic City"...
"Atlantic City" (1981)
Atlantic City
Bem, eles rebentaram com o "Chicken Man" em Filadélfia ontem à noite
Agora, eles rebentaram com a sua casa também
Lá na marginal eles estão a preparar-se para uma luta
Vamos ver o que aqueles rapazes da confusão conseguem fazer
AGora, há sarilhos a chegar de fora do estado
E o procurador não consegue ter descanso
Vai ser um estrondo lá no passeio
E a comissão de jogos está pendurada pela pele dos seus dentes
Bem, tudo morre, querida, isso é um facto
Mas talvez tudo o que morra, um dia volte
Põe a tua maquilhagem, arranja o teu cabelo bem bonito
E encontra-te comigo esta noite em Atlantic City
Bem, eu tinha um trabalho e tentei poupar o meu dinheiro
Mas eu tinha dívidas que nenhum homem honesto pode pagar
Por isso tirei o que tinha do Central Trust
E comprei-nos dois bilhetes naquele autocarro da Coast City
Bem, tudo morre, querida, isso é um facto
Mas talvez tudo o que morra, um dia volte
Põe a tua maquilhagem, arranja o teu cabelo bem bonito
E encontra-te comigo esta noite em Atlantic City
Agora a nossa sorte pode ter morrido e o nosso amor pode ser frio
Nas contigo para sempre ficarei
Vamos para onde a areia se está a tornar ouro
Veste as tuas meias, querida, porque a noite está a ficar fria
E talvez tudo morra, querida, isso é um facto
Mas talvez tudo o que morra, um dia volte
Agora, tenho procurado trabalho, mas está difícil encontrar
Por aqui são apenas vencedores e vencidos e não são apanhados no lado errado dessa linha
Bem, eu estou farto de aparecer na ponta perdedora
Por isso, querida, ontem à noite conheci este tipo e vou fazer-lhe um pequeno favor
Bem, acho que tudo morre, querida, isso é um facto
Mas talvez tudo o que morra, um dia volte
Põe a tua maquilhagem, arranja o teu cabelo bem bonito
E encontra-te comigo esta noite em Atlantic City
E encontra-te comigo esta noite em Atlantic City
E encontra-te comigo esta noite em Atlantic City
E encontra-te comigo esta noite em Atlantic City
30.12.03
Greetings!
Agora que nos aproximamos do fim do ano, temos todos a esperança que no próximo surja um álbum de estúdio. Enquanto isso não acontece, volto-me para o último álbum de originais para recuperar uma canção que é uma das minhas favoritas e que eu não tive oportunidade de ver ao vivo (nem sei se já foi tocada ao vivo, sequer). "Paradise", na minha interpretação, conta a história de um casal apaixonado em que um dos membros (não é claro se é o homem ou a mulher) é um bombista-suicida que se faz explodir num "mercado cheio de gente" e o outro é um(a) americano(a) da Virginia, fazendo lembrar a história de "Worlds Apart". O(a) americano(a) tenta depois encontrar o seu amor cometendo também ele(a) suicídio, mas, enquanto está debaixo das águas, não "encontra a paz nos olhos" do seu amor e escolhe a vida, rompendo as ondas e deixando o sol tocar de novo a sua face. Uma letra magnífica na sua simplicidade e, simultaneamente, complexidade.
"Paradise" (2002)
Paraíso
Onde o rio corre para se tornar negro
Eu pego nos livros escolares da tua mochila
Plásticos, fio e o teu beijo
O sopro da eternidade nos teus lábios
No mercado cheio de gente
Eu vagueio de face em face
Sustenho a minha respiração e fecho os meus olhos
Sustenho a minha respiração e fecho os meus olhos
E espero pelo paraíso
E espero pelo paraíso
As colinas da Virginia tornaram-se castanhas
Outro dia, outro sol que se põe
Visito-te num outro sonho
Visito-te num outro sonho
Estico a minha mão e sinto os teus cabelos
O teu cheiro paira no ar
Toco ao de leve na tua face com a ponta dos meus dedos
Provo o vazio sobre os teus lábios
E espero pelo paraíso
E espero pelo paraíso
Procuro por ti no outro lado
Onde o rio corre limpo e largo
Até ao meu coração as águas subiram
Até ao meu coração as águas subiram
Afundo-me debaixo da fria e límpida água
Vagueando para baixo, desapareço
Vejo-te no outro lado
Procuro pela paz nos teus olhos
Mas eles estão tão vazios como o paraíso
Eles estão tão vazios como o paraíso
Eu rompo acima das ondas
Sinto o sol na minha cara
Agora que nos aproximamos do fim do ano, temos todos a esperança que no próximo surja um álbum de estúdio. Enquanto isso não acontece, volto-me para o último álbum de originais para recuperar uma canção que é uma das minhas favoritas e que eu não tive oportunidade de ver ao vivo (nem sei se já foi tocada ao vivo, sequer). "Paradise", na minha interpretação, conta a história de um casal apaixonado em que um dos membros (não é claro se é o homem ou a mulher) é um bombista-suicida que se faz explodir num "mercado cheio de gente" e o outro é um(a) americano(a) da Virginia, fazendo lembrar a história de "Worlds Apart". O(a) americano(a) tenta depois encontrar o seu amor cometendo também ele(a) suicídio, mas, enquanto está debaixo das águas, não "encontra a paz nos olhos" do seu amor e escolhe a vida, rompendo as ondas e deixando o sol tocar de novo a sua face. Uma letra magnífica na sua simplicidade e, simultaneamente, complexidade.
"Paradise" (2002)
Paraíso
Onde o rio corre para se tornar negro
Eu pego nos livros escolares da tua mochila
Plásticos, fio e o teu beijo
O sopro da eternidade nos teus lábios
No mercado cheio de gente
Eu vagueio de face em face
Sustenho a minha respiração e fecho os meus olhos
Sustenho a minha respiração e fecho os meus olhos
E espero pelo paraíso
E espero pelo paraíso
As colinas da Virginia tornaram-se castanhas
Outro dia, outro sol que se põe
Visito-te num outro sonho
Visito-te num outro sonho
Estico a minha mão e sinto os teus cabelos
O teu cheiro paira no ar
Toco ao de leve na tua face com a ponta dos meus dedos
Provo o vazio sobre os teus lábios
E espero pelo paraíso
E espero pelo paraíso
Procuro por ti no outro lado
Onde o rio corre limpo e largo
Até ao meu coração as águas subiram
Até ao meu coração as águas subiram
Afundo-me debaixo da fria e límpida água
Vagueando para baixo, desapareço
Vejo-te no outro lado
Procuro pela paz nos teus olhos
Mas eles estão tão vazios como o paraíso
Eles estão tão vazios como o paraíso
Eu rompo acima das ondas
Sinto o sol na minha cara
22.12.03
Greetings!
Se há album que merece ser traduzido na sua totalidade, tem de ser o "Ghost Of Tom Joad". Liricamente, Springsteen atinge o auge nesta magnífica obra de meados dos anos 90, regressando ao aclamar da crítica com um album low-profile após os fracassos que foram "Human Touch" e "Lucky Town". Pela primeira vez, Springsteen escrevia sobre situações que não se passaram com ele ou sequer que tenha presenciado. São histórias que lhe chegavam aos ouvidos ou que ele construía a partir de uma série de apontamentos reais. E se "Ghost..." é a continuação da linha iniciada em "Nebraska", quinze anos antes, há uma canção que poderia perfeitamente ter sido incluída nesse album: "Highway 29! O universo de crime e sangue é o mesmo de "Nebraska" (a canção que dá o nome ao álbum) ou do magnífico e muitas vezes esquecido "Losin' Kind", um "outtake" de 1982.
"Highway 29" (1995)
Auto-Estrada 29
Eu tropecei no seu sapato, ela era um perfeito tamanho sete
Eu disse "Não se pode fumar na loja, senhora"
Ela cruzou as pernas e depois
Conversámos sobre coisas banais, era onde deveria ter parado
Ela passou-me um número, eu pu-lo no meu bolso
A minha mão escorregou pela sua saia acima, tudo escorregou da minha mente
Naquela pequena estalagem
Na auto-estrada 29
Era um banco de uma pequena cidade, era uma confusão
Bem, eu tinha uma arma, tu sabes o resto
Dinheiro no soalho, camisa estava coberta de sangue
E ela estava a chorar. Ela e eu dirigimo-nos para sul
Na auto-estrada 29
Num pequeno motel do deserto, o ar era quente e limpo
Dormi o sono dos mortos, eu não sonhei
Acordei de manhã, lavei a minha cara na pia
Dirigimo-nos para as Sierra Madres do outro lado da fronteira
O Sol de Inverno perfurava através das árvores negras
Eu disse a mim mesmo que era tudo algo nela
Mas enquanto conduzíamos eu soube que era algo em mim
Algo que já veio de há muito muito tempo
E algo que estava agora aqui comigo
Na auto-estrada 29
A estrada estava cheia de vidro partido e gasolina
Ela não estava a dizer nada, era apenas um sonho
O vento veio silenciosamente através do pára-brisas
Tudo o que conseguia ver era neve e céu e pinheiros
Fechei os meus olhos e estava a correr
Estava a correr e depois estava a voar...
Se há album que merece ser traduzido na sua totalidade, tem de ser o "Ghost Of Tom Joad". Liricamente, Springsteen atinge o auge nesta magnífica obra de meados dos anos 90, regressando ao aclamar da crítica com um album low-profile após os fracassos que foram "Human Touch" e "Lucky Town". Pela primeira vez, Springsteen escrevia sobre situações que não se passaram com ele ou sequer que tenha presenciado. São histórias que lhe chegavam aos ouvidos ou que ele construía a partir de uma série de apontamentos reais. E se "Ghost..." é a continuação da linha iniciada em "Nebraska", quinze anos antes, há uma canção que poderia perfeitamente ter sido incluída nesse album: "Highway 29! O universo de crime e sangue é o mesmo de "Nebraska" (a canção que dá o nome ao álbum) ou do magnífico e muitas vezes esquecido "Losin' Kind", um "outtake" de 1982.
"Highway 29" (1995)
Auto-Estrada 29
Eu tropecei no seu sapato, ela era um perfeito tamanho sete
Eu disse "Não se pode fumar na loja, senhora"
Ela cruzou as pernas e depois
Conversámos sobre coisas banais, era onde deveria ter parado
Ela passou-me um número, eu pu-lo no meu bolso
A minha mão escorregou pela sua saia acima, tudo escorregou da minha mente
Naquela pequena estalagem
Na auto-estrada 29
Era um banco de uma pequena cidade, era uma confusão
Bem, eu tinha uma arma, tu sabes o resto
Dinheiro no soalho, camisa estava coberta de sangue
E ela estava a chorar. Ela e eu dirigimo-nos para sul
Na auto-estrada 29
Num pequeno motel do deserto, o ar era quente e limpo
Dormi o sono dos mortos, eu não sonhei
Acordei de manhã, lavei a minha cara na pia
Dirigimo-nos para as Sierra Madres do outro lado da fronteira
O Sol de Inverno perfurava através das árvores negras
Eu disse a mim mesmo que era tudo algo nela
Mas enquanto conduzíamos eu soube que era algo em mim
Algo que já veio de há muito muito tempo
E algo que estava agora aqui comigo
Na auto-estrada 29
A estrada estava cheia de vidro partido e gasolina
Ela não estava a dizer nada, era apenas um sonho
O vento veio silenciosamente através do pára-brisas
Tudo o que conseguia ver era neve e céu e pinheiros
Fechei os meus olhos e estava a correr
Estava a correr e depois estava a voar...
11.12.03
Greetings!
Depois de uma ausência mais longa do que o habitual devido a excesso de trabalho (era bom q fosse excesso de férias...) eis q volto ao álbum da canção anterior, o "Darkness...".
Para mim, bem como para muitos fãs, este álbum marca o fim em beleza de uma etapa da carreira do Springsteen. A fase sonhadora-poeta-rebelde-revoltada dos anos 70 terminava com um grande álbum, cheio de hinos Springsteenianos. Este é um dos maiores, porque nos faz acreditar que existe uma terra prometida...
"The Promised Land" (1978)
A Terra Prometida
Numa estrada de cascavéis no deserto do Utah
Recolho o meu dinheiro e dirijo-me de volta à cidade
Guiando através da fronteira do condado de Waynesboro
Tenho o rádio ligado e estou apenas a matar tempo
A trabalhar todo o dia na garagem do meu pai
A conduzir toda a noite, perseguindo alguma miragem
Daqui a pouco, miúda, eu vou entrar à carga
Os cães na Rua Principal uivam, porque eles compreendem
Se eu pudesse agarrar um momento nas minhas mãos
Senhor, eu não sou um rapaz, não, eu sou um homem
E eu acredito na terra prometida
Fiz o meu melhor para viver da maneira correcta
Levanto-me todas as manhãs e vou trabalhar em cada dia
Mas os teus olhos ficam cegos e o teu sangue corre frio
Às vezes sinto-me tão fraco que só quero explodir
Explodir e partir esta cidade em pedaços
Pegar numa faca e cortar esta dor do meu coração
Encontrar alguém ansioso para que algo comece
Os cães na Rua Principal uivam, porque eles compreendem
Se eu pudesse agarrar um momento nas minhas mãos
Senhor, eu não sou um rapaz, não, eu sou um homem
E eu acredito na terra prometida
Há uma nuvem negra a levantar-se do chão do deserto
Fiz as minhas malas e dirijo-me directamente para a tempestade
Vai ser um tornado que deitará abaixo tudo
Que não tenha a fé para manter os seus alicerces
Sopra para longe os sonhos que te fazem em pedaços
Sopra para longe os sonhos que partem o teu coração
Sopra para longe as mentiras que te deixam sem nada
A não ser perdido e despedaçado
Os cães na Rua Principal uivam, porque eles compreendem
Se eu pudesse agarrar um momento nas minhas mãos
Senhor, eu não sou um rapaz, não, eu sou um homem
E eu acredito na terra prometida
E eu acredito na terra prometida
E eu acredito na terra prometida
Depois de uma ausência mais longa do que o habitual devido a excesso de trabalho (era bom q fosse excesso de férias...) eis q volto ao álbum da canção anterior, o "Darkness...".
Para mim, bem como para muitos fãs, este álbum marca o fim em beleza de uma etapa da carreira do Springsteen. A fase sonhadora-poeta-rebelde-revoltada dos anos 70 terminava com um grande álbum, cheio de hinos Springsteenianos. Este é um dos maiores, porque nos faz acreditar que existe uma terra prometida...
"The Promised Land" (1978)
A Terra Prometida
Numa estrada de cascavéis no deserto do Utah
Recolho o meu dinheiro e dirijo-me de volta à cidade
Guiando através da fronteira do condado de Waynesboro
Tenho o rádio ligado e estou apenas a matar tempo
A trabalhar todo o dia na garagem do meu pai
A conduzir toda a noite, perseguindo alguma miragem
Daqui a pouco, miúda, eu vou entrar à carga
Os cães na Rua Principal uivam, porque eles compreendem
Se eu pudesse agarrar um momento nas minhas mãos
Senhor, eu não sou um rapaz, não, eu sou um homem
E eu acredito na terra prometida
Fiz o meu melhor para viver da maneira correcta
Levanto-me todas as manhãs e vou trabalhar em cada dia
Mas os teus olhos ficam cegos e o teu sangue corre frio
Às vezes sinto-me tão fraco que só quero explodir
Explodir e partir esta cidade em pedaços
Pegar numa faca e cortar esta dor do meu coração
Encontrar alguém ansioso para que algo comece
Os cães na Rua Principal uivam, porque eles compreendem
Se eu pudesse agarrar um momento nas minhas mãos
Senhor, eu não sou um rapaz, não, eu sou um homem
E eu acredito na terra prometida
Há uma nuvem negra a levantar-se do chão do deserto
Fiz as minhas malas e dirijo-me directamente para a tempestade
Vai ser um tornado que deitará abaixo tudo
Que não tenha a fé para manter os seus alicerces
Sopra para longe os sonhos que te fazem em pedaços
Sopra para longe os sonhos que partem o teu coração
Sopra para longe as mentiras que te deixam sem nada
A não ser perdido e despedaçado
Os cães na Rua Principal uivam, porque eles compreendem
Se eu pudesse agarrar um momento nas minhas mãos
Senhor, eu não sou um rapaz, não, eu sou um homem
E eu acredito na terra prometida
E eu acredito na terra prometida
E eu acredito na terra prometida
24.11.03
Greetings!
Para comemorar o lançamento oficial do DVD "Live in Barcelona", aqui está uma das muitas pérolas que podemos lá encontrar. Um dos temas clássicos extraído de um dos melhores albums de sempre do Springsteen, tema este que baptizou esse mesmo album: "Darkness On The Edge Of The Town". Porque há coisas que apenas aí podemos encontrar...
"Darkness On The Edge Of The Town" (1978)
Escuridão Na Margem Da Cidade (1978)
Bem, eles ainda correm nos Trestles
Mas esse sangue nunca queimou nas veias dela
Agora, ouvi dizer que ela tem uma casa em Fairview
E um estilo que ela tenta manter
Bem, se ela me quer ver
Podes dizer-lhe que sou facilmente encontrado
Diz-lhe que há um sítio debaixo da ponte Abram's
E diz-lhe que há uma escuridão na margem da cidade
Há uma escuridão na margem da cidade
Toda a gente tem um segredo, Sonny
Algo que não conseguem enfrentar
Alguns tipos passam todas as suas vidas a tentar mantê-lo
Eles carregam-no em cada passo que dão
Até que um dia eles simplesmente largam-no
Largam-no ou deixam que ele os arraste para o fundo
Onde ninguém faz qualquer pergunta
Ou olha demasiado tempo para a tua cara
Na escuridão na margem da cidade
Há uma escuridão na margem da cidade
Alguns tipos nascem para uma boa vida
Outros tipos conseguem-na de qualquer maneira
Eu perdi a minha fé quando perdi a minha mulher
Essas coisas já não me parecem importantes agora
Porque esta noite estarei naquela colina, porque não posso parar
Estarei naquela colina com tudo o que tenho
Vidas em jogo onde sonhos são achados e perdidos
Estarei lá a tempo e pagarei o preço
De querer coisas que podem apenas ser encontradas
Na escuridão na margem da cidade
Na escuridão na margem da cidade
Para comemorar o lançamento oficial do DVD "Live in Barcelona", aqui está uma das muitas pérolas que podemos lá encontrar. Um dos temas clássicos extraído de um dos melhores albums de sempre do Springsteen, tema este que baptizou esse mesmo album: "Darkness On The Edge Of The Town". Porque há coisas que apenas aí podemos encontrar...
"Darkness On The Edge Of The Town" (1978)
Escuridão Na Margem Da Cidade (1978)
Bem, eles ainda correm nos Trestles
Mas esse sangue nunca queimou nas veias dela
Agora, ouvi dizer que ela tem uma casa em Fairview
E um estilo que ela tenta manter
Bem, se ela me quer ver
Podes dizer-lhe que sou facilmente encontrado
Diz-lhe que há um sítio debaixo da ponte Abram's
E diz-lhe que há uma escuridão na margem da cidade
Há uma escuridão na margem da cidade
Toda a gente tem um segredo, Sonny
Algo que não conseguem enfrentar
Alguns tipos passam todas as suas vidas a tentar mantê-lo
Eles carregam-no em cada passo que dão
Até que um dia eles simplesmente largam-no
Largam-no ou deixam que ele os arraste para o fundo
Onde ninguém faz qualquer pergunta
Ou olha demasiado tempo para a tua cara
Na escuridão na margem da cidade
Há uma escuridão na margem da cidade
Alguns tipos nascem para uma boa vida
Outros tipos conseguem-na de qualquer maneira
Eu perdi a minha fé quando perdi a minha mulher
Essas coisas já não me parecem importantes agora
Porque esta noite estarei naquela colina, porque não posso parar
Estarei naquela colina com tudo o que tenho
Vidas em jogo onde sonhos são achados e perdidos
Estarei lá a tempo e pagarei o preço
De querer coisas que podem apenas ser encontradas
Na escuridão na margem da cidade
Na escuridão na margem da cidade
15.11.03
Greetings!
Dias depois de sair o "Essential", eu tinha de deixar aqui uma referência a uma das pérolas do 3o. CD. "Missing" é, juntamente com "Streets of Philadelphia", um dos representantes do famoso e muito procurado álbum de meados da década de 90 em q Springsteen procurou novos caminhos. A julgar pelo q nos é dado a mostrar, deve ser algo de fantástico! "Missing" foi usado no 2o. filme realizado pelo Sean Penn, "The Crossing Guard", juntando mais um capítulo nas ligações Penn-Springsteen, q haviam começado com o 1o. filme realizado por Sean Penn, "Indian Runner" ("Irmãos de Sangue", título em Português), q era a versão cinematográfica de "Highway Patrolman", do "Nebraska". "Missing" deixa-nos a sensação de um vazio constante e perturbador. O ritmo leva-nos para uma história passada no mundo dos sonhos. E dizem que não podemos morrer nos sonhos. Mas ao ouvir "Missing", parece q encontrámos a excepção...
"Missing" (1995)
Desaparecida
Acordei esta manhã, estava um arrepio no ar
Entrei na cozinha, os teus cigarros estavam lá
O teu casaco estava pendurado na cadeira onde o deixaste ontem à noite
Tudo estava no sítio, tudo estava bem
Mas tu estavas desaparecida
Desaparecida...
Ontem à noite sonhei que o céu se tornara negro
Tu estavas a vaguear e não conseguias voltar
Tu estavas perdida e em problemas tão longe de casa
Eu estendi-te a minha mão, os meus braços tornaram-se pedra
Acordei e tinhas desaparecido
Desaparecido...
Eu procurei por algo para explicar
Na chuva sussurrante, no tremor das folhas
Diz-me, querida, onde foste tu?
Estavas aqui apenas há um momento atrás
Há noites onde ouço os teus passos cairem
A tua chave na porta, a tua voz no corredor
O teu cheiro anda à deriva através do nosso quarto
Acordo, mas não me movo
Dias depois de sair o "Essential", eu tinha de deixar aqui uma referência a uma das pérolas do 3o. CD. "Missing" é, juntamente com "Streets of Philadelphia", um dos representantes do famoso e muito procurado álbum de meados da década de 90 em q Springsteen procurou novos caminhos. A julgar pelo q nos é dado a mostrar, deve ser algo de fantástico! "Missing" foi usado no 2o. filme realizado pelo Sean Penn, "The Crossing Guard", juntando mais um capítulo nas ligações Penn-Springsteen, q haviam começado com o 1o. filme realizado por Sean Penn, "Indian Runner" ("Irmãos de Sangue", título em Português), q era a versão cinematográfica de "Highway Patrolman", do "Nebraska". "Missing" deixa-nos a sensação de um vazio constante e perturbador. O ritmo leva-nos para uma história passada no mundo dos sonhos. E dizem que não podemos morrer nos sonhos. Mas ao ouvir "Missing", parece q encontrámos a excepção...
"Missing" (1995)
Desaparecida
Acordei esta manhã, estava um arrepio no ar
Entrei na cozinha, os teus cigarros estavam lá
O teu casaco estava pendurado na cadeira onde o deixaste ontem à noite
Tudo estava no sítio, tudo estava bem
Mas tu estavas desaparecida
Desaparecida...
Ontem à noite sonhei que o céu se tornara negro
Tu estavas a vaguear e não conseguias voltar
Tu estavas perdida e em problemas tão longe de casa
Eu estendi-te a minha mão, os meus braços tornaram-se pedra
Acordei e tinhas desaparecido
Desaparecido...
Eu procurei por algo para explicar
Na chuva sussurrante, no tremor das folhas
Diz-me, querida, onde foste tu?
Estavas aqui apenas há um momento atrás
Há noites onde ouço os teus passos cairem
A tua chave na porta, a tua voz no corredor
O teu cheiro anda à deriva através do nosso quarto
Acordo, mas não me movo
4.11.03
Greetings!
1984 foi ano da explosão do Bruce Springsteen como expoente máximo da cultura popular norte-americana, tudo isto ao devido ao mega-sucesso de "Born In The USA". Para muitos de nós, fãs do homem, foi o primeiro contacto com aquele q viria a ser uma das nossas referências. Aos 35 anos, Springsteen conquistava o mundo e, com isso, um responsabilidade tremenda. Muitos de nós dirão q teria sido mais justo esta conquista ter acontecido com o fantástico "Born To Run" ou, até, "The River", discos com argumentos mais do q suficientes para "estourar" nos tops, mas estava destinado q fosse "Born In The USA" o gatilho para a Brucemania q se verificaria nos anos seguintes. Felizmente, o tempo encarregou-se de fazer uma filtragem aos fãs, distinguindo os fãs "Dancing In The Dark" e os outros. Nós somos os outros. Sem retirada, sem rendição.
"No Surrender" (1984)
Sem Rendição
Nós saímos da turma, tínhamos de nos afastar daqueles parvos
Nós aprendíamos mais a partir de um disco de 3 minutos do que alguma vez aprendemos na escola
Esta noite ouço o som da bateria na vizinhança, consigo sentir o meu coração começar a bater
Tu dizes que estás cansada e que apenas queres fechar os teus olhos e seguires os teus sonhos
Fizemos uma promessa, jurámos que nos iríamos sempre lembrar
Sem retirada, querida, sem rendição
Como soldados na noite de Inverno com uma causa a defender
Sem retirada, querida, sem rendição
Bem, agora caras jovens crescem tristes e velhas e corações de fogo crescem frios
Nós jurámos irmãos de sangue contra o vento, agora estou pronto para crescer jovem outra vez
E ouvir a voz da tua irmã a chamar-nos para casa através de campos abertos
Bem, talvez consigamos arranjar algum lugar nosso com estas baterias e estas guitarras
Fizemos uma promessa, jurámos que nos iríamos sempre lembrar
Sem retirada, querida, sem rendição
Irmãos de sangue na noite de tempestade com uma causa a defender
Sem retirada, querida, sem rendição
Agora na rua, esta noite, as luzes tornam-se fuscas, as paredes do meu quarto estão a apertar-se
Há uma guerra lá fora ainda a travar-se, tu dizes que já não é nossa para ganhar
Quero dormir debaixo de céus pacíficos na cama da minha amante
Com uma terra bem aberta no meu coração e estes sonhos românticos na minha cabeça
Uma vez fizemos uma promessa, jurámos que nos iríamos sempre lembrar
Sem retirada, querida, sem rendição
Como viajantes na noite de tempestade com uma causa a defender
Sem retirada, querida, sem rendição
Sem retirada, querida, sem rendição
1984 foi ano da explosão do Bruce Springsteen como expoente máximo da cultura popular norte-americana, tudo isto ao devido ao mega-sucesso de "Born In The USA". Para muitos de nós, fãs do homem, foi o primeiro contacto com aquele q viria a ser uma das nossas referências. Aos 35 anos, Springsteen conquistava o mundo e, com isso, um responsabilidade tremenda. Muitos de nós dirão q teria sido mais justo esta conquista ter acontecido com o fantástico "Born To Run" ou, até, "The River", discos com argumentos mais do q suficientes para "estourar" nos tops, mas estava destinado q fosse "Born In The USA" o gatilho para a Brucemania q se verificaria nos anos seguintes. Felizmente, o tempo encarregou-se de fazer uma filtragem aos fãs, distinguindo os fãs "Dancing In The Dark" e os outros. Nós somos os outros. Sem retirada, sem rendição.
"No Surrender" (1984)
Sem Rendição
Nós saímos da turma, tínhamos de nos afastar daqueles parvos
Nós aprendíamos mais a partir de um disco de 3 minutos do que alguma vez aprendemos na escola
Esta noite ouço o som da bateria na vizinhança, consigo sentir o meu coração começar a bater
Tu dizes que estás cansada e que apenas queres fechar os teus olhos e seguires os teus sonhos
Fizemos uma promessa, jurámos que nos iríamos sempre lembrar
Sem retirada, querida, sem rendição
Como soldados na noite de Inverno com uma causa a defender
Sem retirada, querida, sem rendição
Bem, agora caras jovens crescem tristes e velhas e corações de fogo crescem frios
Nós jurámos irmãos de sangue contra o vento, agora estou pronto para crescer jovem outra vez
E ouvir a voz da tua irmã a chamar-nos para casa através de campos abertos
Bem, talvez consigamos arranjar algum lugar nosso com estas baterias e estas guitarras
Fizemos uma promessa, jurámos que nos iríamos sempre lembrar
Sem retirada, querida, sem rendição
Irmãos de sangue na noite de tempestade com uma causa a defender
Sem retirada, querida, sem rendição
Agora na rua, esta noite, as luzes tornam-se fuscas, as paredes do meu quarto estão a apertar-se
Há uma guerra lá fora ainda a travar-se, tu dizes que já não é nossa para ganhar
Quero dormir debaixo de céus pacíficos na cama da minha amante
Com uma terra bem aberta no meu coração e estes sonhos românticos na minha cabeça
Uma vez fizemos uma promessa, jurámos que nos iríamos sempre lembrar
Sem retirada, querida, sem rendição
Como viajantes na noite de tempestade com uma causa a defender
Sem retirada, querida, sem rendição
Sem retirada, querida, sem rendição
28.10.03
Greetings!
Há uma canção q, por motivos q se revelarão óbvios no final deste parágrafo, nunca poderia deixar de ser apresentada aqui. Mesmo para muitos fãs, esta canção, pelo menos no formato em q foi gravada, é daquelas q não figura nas listas das favoritas. Para mim, é das melhores peças do início da década de 90. Quem ouviu a versão apresentada nos concertos em favor do Christic Institute em 1990, provavelmente ficou desapontado com a versão gravada em "Human Touch". Eu gosto das duas! Uma excelente auto-paródia à sua vida na altura e q serviu para baptizar este blog.
"57 Channels (And Nothin'On)" (1990)
57 Canais ( E nada para ver)
Comprei uma casa burguesa nas colinas de Hollywood
Com um baú carregado de cem mil notas de dólar
Homem veio cá ligar a minha televisão por cabo
Instalámo-nos para a noite, a minha querida e eu
Nós fomos mudando, às voltas e voltas, até depois da madrugada
Havia 57 canais e nada para ver
Bem, agora o lazer em casa era o desejo da minha querida
Então eu dei um salto até à cidade para uma antena de satélite
Amarrei-a na capota do meu carro japonês
Vim para casa e apontei-a lá para as estrelas
Uma mensagem veio de volta do grande além
Há 57 canais e nada para ver
Bem, podemos ter feito alguns amigos com alguns bilionários
Podíamos ter ficado todos simpáticos e amigáveis
Se tivéssemos subido as escadas
Tudo o que recebi foi um bilhete que dizia "Adeuzinho John,
O nosso amor são 57 canais e nada para ver."
Então eu comprei uma Magnum .44, feita em aço sólido
E no abençoado nome de Elvis, bem, eu deixei-a estourar
Até a minha televisão estar em pedaços a meus pés
E eles me prenderem por perturbar a toda-poderosa paz
O juiz disse: "O que tens em tua defesa, filho?"
"57 canais e nada para ver"
Consigo ver pelos teus olhos que estás quase perdido
57 canais e nada para ver
57 canais e nada para ver
Há uma canção q, por motivos q se revelarão óbvios no final deste parágrafo, nunca poderia deixar de ser apresentada aqui. Mesmo para muitos fãs, esta canção, pelo menos no formato em q foi gravada, é daquelas q não figura nas listas das favoritas. Para mim, é das melhores peças do início da década de 90. Quem ouviu a versão apresentada nos concertos em favor do Christic Institute em 1990, provavelmente ficou desapontado com a versão gravada em "Human Touch". Eu gosto das duas! Uma excelente auto-paródia à sua vida na altura e q serviu para baptizar este blog.
"57 Channels (And Nothin'On)" (1990)
57 Canais ( E nada para ver)
Comprei uma casa burguesa nas colinas de Hollywood
Com um baú carregado de cem mil notas de dólar
Homem veio cá ligar a minha televisão por cabo
Instalámo-nos para a noite, a minha querida e eu
Nós fomos mudando, às voltas e voltas, até depois da madrugada
Havia 57 canais e nada para ver
Bem, agora o lazer em casa era o desejo da minha querida
Então eu dei um salto até à cidade para uma antena de satélite
Amarrei-a na capota do meu carro japonês
Vim para casa e apontei-a lá para as estrelas
Uma mensagem veio de volta do grande além
Há 57 canais e nada para ver
Bem, podemos ter feito alguns amigos com alguns bilionários
Podíamos ter ficado todos simpáticos e amigáveis
Se tivéssemos subido as escadas
Tudo o que recebi foi um bilhete que dizia "Adeuzinho John,
O nosso amor são 57 canais e nada para ver."
Então eu comprei uma Magnum .44, feita em aço sólido
E no abençoado nome de Elvis, bem, eu deixei-a estourar
Até a minha televisão estar em pedaços a meus pés
E eles me prenderem por perturbar a toda-poderosa paz
O juiz disse: "O que tens em tua defesa, filho?"
"57 canais e nada para ver"
Consigo ver pelos teus olhos que estás quase perdido
57 canais e nada para ver
57 canais e nada para ver
21.10.03
Greetings!
Há certas interpretações do Springsteen q nos ficam crivadas nos anais da memória. Quando vi o vídeo do concerto acústico q o homem deu para a fundação de ajuda às crianças promovido pelo Neil Young (neste momento não me recordo do nome do evento), no meio de tão magnífica actuação, houve um momento q guardei. Ficou-me marcado por duas razões: nunca tinha ouvido tal versão e a raiva com q a cantou tornou-a mais poderosa e marcante do q a versão "full-band". Estou a falar, claro, de "Seeds"...
"Seeds" (1985)
Sementes
Bem, um grande rio negro um homem encontrou
Então ele pôs todo o seu dinheiro num buraco no chão
E mandou um grande braço de aço por ali abaixo, abaixo, abaixo
Agora eu vivo nas ruas da cidade de Houston
Preparei a minha mulher e filhos quando chegou o Inverno
Dirigimo-nos para sul com apenas saliva e uma canção
Mas eles disseram "Desculpa, filho, já não há, não há, não há"
Bem, há homens dobrados nos caminhos de ferro
Sim, aquele Elkorn Special a soprar os meus cabelos para trás
Tendas amontoadas na autoestrada ao sujo luar
E eu não sei onde vou dormir hoje à noite
Estacionados no depósito de madeiras, estamos a congelar
Os meus miúdos no banco de trás têm uma tosse de morte
Bem, eu estou a dormir à frente com a minha mulher
O pau do Billy a bater no para-brisas no meio da noite
Diz "Vamos a mexer, filho, vamos a mexer"
Uma grande limusine, longa, brilhante e negra
Tu não olhas para a frente e não olhas para trás
Quantas vezes te consegues levantar depois de seres atingido?
Eu juro que se eu pudesse dispender a saliva
Eu a deixaria cair no teu cromado brilhante
E mandar-te-ia de volta para casa
Portanto se vais deixar a tua cidade onde sopra o vento do norte
Para descer até onde o doce rio de soda flui
Bem, é melhor pensares duas vezes nisso, Jack
Ficarás melhor se comprares uma caçadeira atormentada
Porque não há nada por aqui , amigo
Excepto sementes sopradas para a auto-estrada pelo vento do sul
Nós continuamos, continuamos, nós continuamos...
Há certas interpretações do Springsteen q nos ficam crivadas nos anais da memória. Quando vi o vídeo do concerto acústico q o homem deu para a fundação de ajuda às crianças promovido pelo Neil Young (neste momento não me recordo do nome do evento), no meio de tão magnífica actuação, houve um momento q guardei. Ficou-me marcado por duas razões: nunca tinha ouvido tal versão e a raiva com q a cantou tornou-a mais poderosa e marcante do q a versão "full-band". Estou a falar, claro, de "Seeds"...
"Seeds" (1985)
Sementes
Bem, um grande rio negro um homem encontrou
Então ele pôs todo o seu dinheiro num buraco no chão
E mandou um grande braço de aço por ali abaixo, abaixo, abaixo
Agora eu vivo nas ruas da cidade de Houston
Preparei a minha mulher e filhos quando chegou o Inverno
Dirigimo-nos para sul com apenas saliva e uma canção
Mas eles disseram "Desculpa, filho, já não há, não há, não há"
Bem, há homens dobrados nos caminhos de ferro
Sim, aquele Elkorn Special a soprar os meus cabelos para trás
Tendas amontoadas na autoestrada ao sujo luar
E eu não sei onde vou dormir hoje à noite
Estacionados no depósito de madeiras, estamos a congelar
Os meus miúdos no banco de trás têm uma tosse de morte
Bem, eu estou a dormir à frente com a minha mulher
O pau do Billy a bater no para-brisas no meio da noite
Diz "Vamos a mexer, filho, vamos a mexer"
Uma grande limusine, longa, brilhante e negra
Tu não olhas para a frente e não olhas para trás
Quantas vezes te consegues levantar depois de seres atingido?
Eu juro que se eu pudesse dispender a saliva
Eu a deixaria cair no teu cromado brilhante
E mandar-te-ia de volta para casa
Portanto se vais deixar a tua cidade onde sopra o vento do norte
Para descer até onde o doce rio de soda flui
Bem, é melhor pensares duas vezes nisso, Jack
Ficarás melhor se comprares uma caçadeira atormentada
Porque não há nada por aqui , amigo
Excepto sementes sopradas para a auto-estrada pelo vento do sul
Nós continuamos, continuamos, nós continuamos...
14.10.03
Greetings!
Depois do semi-desapontamento q "Lucky Town" e "Human Touch" provocaram, pouco se sabia daquilo q o homem andava a fazer depois da tour de 92-93 q o trouxe pela primeira (e não última, espero, mas até agora única) vez a Portugal. Em 1994, soube-se q ele ia escrever uma canção para um filme sobre o drama de um advogado q havia contraído SIDA. Meu Deus, e q grande canção ele escreveu! "Streets of Philadelphia" ganhou 3 Grammies nesse ano mais o Óscar para melhor canção de uma banda sonora original. Se bem q os prémios (sobretudo estes) pouco signifiquem, "Streets.." merecia estes e muitos mais. A letra, essa é mais uma obra de arte...
"Streets Of Philadelphia" (1994)
Ruas de Filadélfia
Eu estava ferido e despedaçado, não conseguia dizer o que sentia
Eu estava irreconhecível para mim mesmo
Vi o meu reflexo numa janela e não conheci a minha própria cara
Ó irmão, vais deixar-me perdido assim nas
Ruas de Filadélfia
Caminhei pela avenida até sentir as minhas pernas como pedra
Ouvi vozes de amigos desaparecidos e que se foram
À noite ouço o sangue nas minhas veias
Tão negro e sussurrante como a chuva nas
Ruas de Filadélfia
Não é nenhum anjo que me vai saudar
Somos apenas tu e eu meu amigo
E as minhas roupas já não me servem, eu caminhei
Mil milhas apenas para fugir a esta pele
A noite está a cair, eu estou deitado acordado
Consigo sentir-me a ir embora
Por isso recebe-me, irmão, com o teu beijo sem destino ou
Vamos deixar-nos um ao outro sozinhos assim nas
Ruas de Filadélfia
Depois do semi-desapontamento q "Lucky Town" e "Human Touch" provocaram, pouco se sabia daquilo q o homem andava a fazer depois da tour de 92-93 q o trouxe pela primeira (e não última, espero, mas até agora única) vez a Portugal. Em 1994, soube-se q ele ia escrever uma canção para um filme sobre o drama de um advogado q havia contraído SIDA. Meu Deus, e q grande canção ele escreveu! "Streets of Philadelphia" ganhou 3 Grammies nesse ano mais o Óscar para melhor canção de uma banda sonora original. Se bem q os prémios (sobretudo estes) pouco signifiquem, "Streets.." merecia estes e muitos mais. A letra, essa é mais uma obra de arte...
"Streets Of Philadelphia" (1994)
Ruas de Filadélfia
Eu estava ferido e despedaçado, não conseguia dizer o que sentia
Eu estava irreconhecível para mim mesmo
Vi o meu reflexo numa janela e não conheci a minha própria cara
Ó irmão, vais deixar-me perdido assim nas
Ruas de Filadélfia
Caminhei pela avenida até sentir as minhas pernas como pedra
Ouvi vozes de amigos desaparecidos e que se foram
À noite ouço o sangue nas minhas veias
Tão negro e sussurrante como a chuva nas
Ruas de Filadélfia
Não é nenhum anjo que me vai saudar
Somos apenas tu e eu meu amigo
E as minhas roupas já não me servem, eu caminhei
Mil milhas apenas para fugir a esta pele
A noite está a cair, eu estou deitado acordado
Consigo sentir-me a ir embora
Por isso recebe-me, irmão, com o teu beijo sem destino ou
Vamos deixar-nos um ao outro sozinhos assim nas
Ruas de Filadélfia
8.10.03
Greetings!
De volta à década de 90, mas com um novo golpe de rins. Mais do q um sucessor do "Nebraska" de 1982, "Ghost Of Tom Joad" é um retrato cru dos nossos tempos e de uma realidade q julgávamos ser do tempo das "Vinhas da Ira". Uma das mais notáveis obras literárias deste álbum foi-me sugerida pelo Miguel Gonçalves, pelo q aqui fica "Across The Border", com a tradução do mesmo.
"Across The Border" (1996)
Para além da Fronteira
Esta noite, fiz as malas
Amanhã caminharei nestes caminhos
Que me levarão para além da fronteira
Amanhã, o meu amor e eu
Dormiremos debaixo de céus rosados
Algures, para além da fronteira
Deixaremos para trás querida
A dor e tristeza que encontrámos aqui
E beberemos das águas lamacentas do rio Bravo
Onde os céus são grandes e cinzentos
Encontrar-nos-emos no outro lado
Lá, para além da fronteira
Por ti, construirei uma casa
No cimo de um monte relvado
Algures, para além da fronteira
Onde a dor e a mentira foram acalmadas
Lá, para além da fronteira
E doces flores enchem o ar
Pastos verdes e dourados
Que vão ao encontro de águas límpidas
E nos teus braços debaixo de céus abertos
Beijarei a tristeza dos teus olhos
Lá, para além da fronteira
Esta noite, cantaremos as canções
Sonharei contigo, meu amor
E amanhã o meu coração será forte
E que as benções e as preces dos santos
Me guiem em segurança aos teus braços
Lá, para além da fronteira
Porque o que somos nós
Sem a esperança nos nossos corações de
Que algum dia beberemos das águas abençoadas por Deus
E comeremos a fruta da vinha
Eu sei que o amor e fortuna serão meus
Algures, para além da fronteira.
(Tradução de Miguel Gonçalves)
De volta à década de 90, mas com um novo golpe de rins. Mais do q um sucessor do "Nebraska" de 1982, "Ghost Of Tom Joad" é um retrato cru dos nossos tempos e de uma realidade q julgávamos ser do tempo das "Vinhas da Ira". Uma das mais notáveis obras literárias deste álbum foi-me sugerida pelo Miguel Gonçalves, pelo q aqui fica "Across The Border", com a tradução do mesmo.
"Across The Border" (1996)
Para além da Fronteira
Esta noite, fiz as malas
Amanhã caminharei nestes caminhos
Que me levarão para além da fronteira
Amanhã, o meu amor e eu
Dormiremos debaixo de céus rosados
Algures, para além da fronteira
Deixaremos para trás querida
A dor e tristeza que encontrámos aqui
E beberemos das águas lamacentas do rio Bravo
Onde os céus são grandes e cinzentos
Encontrar-nos-emos no outro lado
Lá, para além da fronteira
Por ti, construirei uma casa
No cimo de um monte relvado
Algures, para além da fronteira
Onde a dor e a mentira foram acalmadas
Lá, para além da fronteira
E doces flores enchem o ar
Pastos verdes e dourados
Que vão ao encontro de águas límpidas
E nos teus braços debaixo de céus abertos
Beijarei a tristeza dos teus olhos
Lá, para além da fronteira
Esta noite, cantaremos as canções
Sonharei contigo, meu amor
E amanhã o meu coração será forte
E que as benções e as preces dos santos
Me guiem em segurança aos teus braços
Lá, para além da fronteira
Porque o que somos nós
Sem a esperança nos nossos corações de
Que algum dia beberemos das águas abençoadas por Deus
E comeremos a fruta da vinha
Eu sei que o amor e fortuna serão meus
Algures, para além da fronteira.
(Tradução de Miguel Gonçalves)
2.10.03
Greetings!
Em 1987, Springsteen tem um verdadeiro golpe de rins ao lançar o intimista "Tunnel Of Love" depois da loucura de "Born In The USA". Por esta altura, a escrita de Springsteen mudara e reflectia agora o seu estado de alma. E as suas canções eram perfeitos conselheiros sentimentais para aqueles q atravessavam o mesmo tipo de dúvidas e incertezas q ele tinha em relação ao sentimento supremo q é o amor. O seu casamento e o q a seguir se passou mostrou q, tal como todos nós, também ele tem duas caras...
"Two Faces" (1987)
Duas caras
Conheci uma rapariga e fugimos
Jurei que a faria feliz em cada dia
E agora fi-la chorar
Duas caras tenho eu
Por vezes, senhor, sinto-me alegre e livre
Meu Deus, como adoro ver a minha querida sorrir
Depois nuvens negras aproximam-me
Duas caras tenho eu
Uma que ri, uma que chora
Uma diz olá, uma diz adeus
Uma faz coisas que não compreendo
Faz-me sentir como um homem incompleto
À noite, ajoelho-me e rezo
O nosso amor fará aquele outro homem ir embora
Mas ele nunca dirá adeus
Duas caras tenho eu
Ontem à noite, enquanto te beijava debaixo do chorão
Ele jurou que levaria o teu amor para longe de mim
Ele disse que a nossa vida era apenas uma mentira
E duas caras tenho eu
Iremos em frente e vamos deixá-lo tentar
Em 1987, Springsteen tem um verdadeiro golpe de rins ao lançar o intimista "Tunnel Of Love" depois da loucura de "Born In The USA". Por esta altura, a escrita de Springsteen mudara e reflectia agora o seu estado de alma. E as suas canções eram perfeitos conselheiros sentimentais para aqueles q atravessavam o mesmo tipo de dúvidas e incertezas q ele tinha em relação ao sentimento supremo q é o amor. O seu casamento e o q a seguir se passou mostrou q, tal como todos nós, também ele tem duas caras...
"Two Faces" (1987)
Duas caras
Conheci uma rapariga e fugimos
Jurei que a faria feliz em cada dia
E agora fi-la chorar
Duas caras tenho eu
Por vezes, senhor, sinto-me alegre e livre
Meu Deus, como adoro ver a minha querida sorrir
Depois nuvens negras aproximam-me
Duas caras tenho eu
Uma que ri, uma que chora
Uma diz olá, uma diz adeus
Uma faz coisas que não compreendo
Faz-me sentir como um homem incompleto
À noite, ajoelho-me e rezo
O nosso amor fará aquele outro homem ir embora
Mas ele nunca dirá adeus
Duas caras tenho eu
Ontem à noite, enquanto te beijava debaixo do chorão
Ele jurou que levaria o teu amor para longe de mim
Ele disse que a nossa vida era apenas uma mentira
E duas caras tenho eu
Iremos em frente e vamos deixá-lo tentar
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